← Voltar ao diretório

Menlo Capital

Private Equity · Disponibilidade atual não confirmada

Sociedade de investimento que, desde 2026, desenvolve projetos operação a operação para a expansão de empresas.

Perfil não reclamado. Não implica adesão ou disponibilidade confirmada.

Sobre a entidade

A Menlo Capital foi fundada em 2013 por Ricardo Cunha-Vaz e Gonçalo de Mello. Até meados de 2026 atuou como sociedade gestora de capital de risco, com dois fundos, o Fundo SC1 e os compartimentos do Fundo MC1, que somaram 50 milhões de euros de capital subscrito e investimentos em nove empresas. Segundo o website institucional, trabalha agora exclusivamente em projetos operação a operação, reunindo investidores qualificados para cada oportunidade.

Esta mudança é o ponto de partida para qualquer empresário. A Menlo já não se apresenta como gestora de um fundo com capital comprometido à espera de aplicação: cada projeto exige reunir um grupo de investidores próprio.

O modelo operação a operação

Num fundo, o capital é angariado antes de se conhecerem as empresas. No modelo operação a operação, a ordem inverte-se: primeiro identifica-se a empresa e desenha-se o projeto, depois procura-se quem o financie. A Menlo afirma mobilizar capital junto de investidores qualificados e com percurso de sucesso para impulsionar a expansão de empresas em setores estratégicos, com foco em criação de valor e em atividades com potencial de crescimento, impacto económico e relevância turística.

Para o vendedor, isto significa que o calendário depende também do interesse que o projeto gerar entre os investidores. O website não publica montantes mínimos, estruturas tipo nem as condições aplicadas aos investidores.

Os fundadores

Ricardo Cunha-Vaz e Gonçalo de Mello são apresentados como sócios fundadores e administradores. Ricardo Cunha-Vaz começou na McKinsey em 1992, foi diretor da 3i em Portugal e ocupou cargos de gestão na Servilusa, na Critical Health, na Tema, na Hospor e no Grupo Vista Alegre Atlantis. É licenciado em Economia pela London School of Economics, com mestrados pela Universidade de Illinois e pela Stanford Graduate School of Business.

Gonçalo de Mello tem experiência de gestão de PME na Península Ibérica, em empresas com faturação entre 10 e 100 milhões de euros, como a Quicom, a Quimitécnica e a Fisipe, e passou 15 anos no grupo familiar José de Mello. É licenciado em Economia pela Universidade de Lausana e tem mestrado em gestão pela Stanford Graduate School of Business. Os dois percursos combinam gestão executiva de empresas com investimento.

Projetos atuais

O website destaca quatro projetos. A Luso Viriato, Funerárias Portuguesas, constituída em 2023, pretende tornar-se uma referência nacional em serviços funerários e já adquiriu várias funerárias portuguesas. É um exemplo de consolidação: a compra sucessiva de empresas de um mesmo setor para formar um grupo com padrões comuns.

O Surfers Cove é um projeto promovido pela Menlo que inclui a primeira piscina de ondas em Portugal, com tecnologia Wavegarden, e um resort de quatro estrelas com até 56 unidades de alojamento; a construção começou em julho de 2025. O FeelViana Sport Hotel é um hotel de quatro estrelas em Viana do Castelo, junto à praia do Cabedelo, orientado para desportos náuticos, ciclismo e bem-estar, com um plano que prevê novos hotéis. A Inocambra, Construções Metálicas, de Vale de Cambra, produz estruturas metálicas complexas para construção, indústria e aeronáutica; o investimento de 2025 inclui expansão internacional e um modelo de participação dos trabalhadores no capital.

Desinvestimentos do período dos fundos

A página de desinvestimentos refere, entre outras, a cadeia de restauração H3 (2016), o Park International School (2018), a Claus Porto (2022), a Freedom, de apartamentos de curta duração em Lisboa (2023), a Contisystems (2023) e o Hospital Internacional dos Açores (2023). Inclui também, sem nome, um operador de cuidados a seniores, um fabricante de máquinas e um grupo hoteleiro que duplicou a capacidade. Os compradores não são identificados.

Estes casos mostram apoio a crescimento, internacionalização, novas unidades e aumento de capacidade em empresas de consumo, saúde, educação, turismo e indústria. Foram realizados no modelo de fundos, que a Menlo deixou de seguir, e servem como histórico, não como indicação do que a entidade procura hoje.

Que empresas podem ter encaixe

O modelo atual aponta para projetos com uma tese clara de expansão, em que investidores privados possam entrar diretamente numa empresa concreta. Os exemplos publicados incluem consolidação setorial, turismo e hotelaria com componente desportiva, e indústria com ambição internacional. O website não exclui outros setores, mas também não define critérios de dimensão, fase ou percentagem de capital.

Uma empresa que procura uma venda rápida e integral a um único comprador pode não encontrar aqui o caminho mais direto. Uma empresa que possa servir de base para aquisições, ou que precise de capital para um projeto de crescimento bem definido, está mais próxima dos exemplos divulgados.

Preparar uma apresentação para a Menlo Capital

Como o capital é reunido projeto a projeto, a apresentação deve ser compreensível por investidores privados, e não apenas pela equipa da Menlo. Ajuda ter uma tese de crescimento simples, números históricos claros, o montante necessário e o uso previsto, e uma ideia de como os investidores poderão sair no futuro.

Num projeto de consolidação, convém mostrar a fragmentação do mercado, possíveis empresas a adquirir e a capacidade de integrar aquisições. Num projeto turístico com componente imobiliária, licenças, calendário de obra e pressupostos de ocupação são centrais. Na indústria, pesam a carteira de clientes, a capacidade instalada e os mercados externos.

Perguntas úteis: que papel a Menlo assume depois da entrada, como se estrutura a participação dos investidores, quanto tempo demora habitualmente a reunir o capital e se o empresário mantém posição e funções. A disponibilidade atual não é pública.

Fontes

Fonte pública

Consultar fonte

Fonte consultada em

2026-10-14

Quer compreender este modelo de aquisição? Como funciona o private equity em Portugal?