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Lince Capital

Private Equity · Disponibilidade atual não confirmada

A Lince Capital gere fundos de capital de risco e investimento especializado em Portugal, com cerca de €550 milhões de capital sob gestão divulgados publicamente.

Perfil não reclamado. Não implica adesão ou disponibilidade confirmada.

Sobre a entidade

A Lince Capital é uma sociedade de capital de risco independente, com sede em Lisboa e registada na CMVM, que gere fundos de capital de risco e fundos de investimento especializados. Na página principal comunica cerca de 550 milhões de euros de capital sob gestão, mais de 1.600 investidores de mais de 50 nacionalidades e mais de 14 fundos. O primeiro fundo foi constituído em 2018.

Para um empresário, a Lince é relevante por ter fundos com teses muito diferentes: inovação e investigação, crescimento industrial, empresas maduras com distribuição regular de rendimentos, startups e imobiliário. Uma oportunidade só faz sentido quando é ligada ao tipo de fundo certo.

Dimensão e estatuto

Em março de 2025, a Lince anunciou ter obtido junto da CMVM o estatuto de sociedade de grande dimensão, atribuído em função do valor sob gestão, e referiu ser uma de oito gestoras com esse estatuto num universo de quase 80 sociedades de capital de risco em Portugal. Os números variam entre páginas do website: a página principal indica cerca de 550 milhões de euros e mais de 30 profissionais, enquanto a página institucional refere 500 milhões e mais de 25 profissionais.

Estes valores medem a dimensão da gestora. Não indicam quanto um fundo pode investir numa empresa concreta nem se há capital disponível no momento.

Os fundos e as suas teses

A página de fundos lista 17 veículos. Vários têm foco em empresas portuguesas com forte componente de investigação e desenvolvimento, incluindo o Lince Innovation Fund, com 146 milhões de euros subscritos. Estes fundos estão associados ao SIFIDE, o incentivo fiscal à investigação, que permite às empresas investidoras deduzir em IRC parte do valor aplicado em fundos que financiam empresas inovadoras.

Outras linhas são o Lince Growth Fund I e um segundo fundo de crescimento em subscrição, ambos dirigidos a empresas portuguesas com potencial de crescimento e valorização, com indicação dos setores industrial e de economia circular. O Lince Yield Fund procura empresas portuguesas maduras, estáveis e financeiramente sólidas, com distribuição regular de rendimentos aos participantes. Existe ainda um fundo de capital de risco para startups e vários fundos imobiliários e de turismo, alguns ligados a projetos concretos em Lisboa, Porto e Estoril.

A maioria dos fundos aparece como totalmente subscrita. À data da consulta, apenas dois estavam em subscrição, com datas de fecho em 2026 e 2028. Fundo subscrito não significa fundo sem capital por investir, e fundo em subscrição não significa capital já disponível, pelo que o estado de cada veículo deve ser confirmado.

Como descreve o investimento

A Lince afirma diversificar por setores como imobiliário, saúde, tecnologia, retalho e indústria, e investir tanto em PME como em startups, em diferentes fases de maturidade. Antes de investir, estuda a viabilidade técnica e económica da empresa e as suas necessidades de financiamento, com validação por especialistas do setor. Depois da entrada, refere apoio através de estudos de gestão técnica, financeira, administrativa e comercial, e apresenta-se como acionista e parceiro da equipa.

A carteira publicada

O portefólio lista mais de 50 participadas agrupadas por setor. Em tecnologia surgem nomes como Feedzai, Neuraspace e Sensei. Na saúde constam Sword Health, Nutrium e a Clínica Lambert, e em retalho e serviços a Coverflex. Na indústria aparecem empresas como MLC Ceramic Machinery, Induzir, RCDPLAS e Tecmafoods, e no alojamento unidades como The Vintage Hotel and Spa e 1872 River House.

O website não indica que fundo detém cada participação nem a percentagem do capital. A carteira mostra que a Lince investe em empresas industriais e de serviços, e não só em tecnologia, mas não permite deduzir a dimensão típica das operações.

A equipa

A administração é liderada por Vasco Pereira Coutinho, CEO, com Rodrigo Duarte como responsável de private equity, Tomás Lavin Peixe como responsável de capital de risco, Raquel Costa na área financeira e Afonso Próspero na área jurídica. Lourenço Mayer surge como responsável pelos fundos de crescimento e Francisco Sottomayor pela relação com investidores. A página inclui equipas de private equity, capital de risco, avaliação, risco e compliance, um conselho consultivo e, listada à parte, a Omnium Advisory Partners como consultora de investimento.

O que significa para um vendedor

Para uma PME industrial em crescimento, os fundos de crescimento são o ponto de partida natural. Uma empresa madura e com geração de caixa estável pode aproximar-se da tese do Lince Yield Fund. Uma empresa com atividade real de investigação e desenvolvimento pode encaixar nos fundos ligados ao SIFIDE, que procuram precisamente empresas inovadoras para financiar.

Nos fundos de inovação, convém ter documentado o trabalho de investigação, a equipa técnica e o uso previsto do capital, porque o enquadramento fiscal dos investidores depende desse tipo de atividade. A Lince também alerta publicamente para uma utilização não autorizada da sua identidade num grupo de Telegram, e afirma que as comunicações oficiais passam apenas pelos seus canais institucionais. Qualquer contacto deve ser confirmado por essa via.

O que não está publicado

Não estão divulgados ticket por operação, mínimos de faturação ou EBITDA, preferência por maioria ou minoria nem prazos de investimento por fundo. A disponibilidade atual para novas oportunidades também não é conhecida.

Preparar uma apresentação para a Lince Capital

A apresentação deve dizer logo em que linha a empresa se enquadra: crescimento industrial, empresa madura com rendimento estável, inovação e investigação ou startup. Deve incluir atividade, equipa, faturação, EBITDA, dívida, capital pretendido e uso previsto, e o objetivo do proprietário, seja venda de uma participação, entrada de capital para crescer ou uma combinação das duas.

Perguntas úteis para a primeira conversa: qual o fundo que analisaria a oportunidade, se esse fundo tem capital por investir, que participação costuma procurar e como é feito o acompanhamento depois da entrada.

Critérios de aquisição

Setores procurados

Indústria · Outros

Região de interesse

Portugal

Fontes

Fonte pública

Consultar fonte

Fonte consultada em

2026-10-14

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