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Iberis Capital

Private Equity · Disponibilidade atual não confirmada

A Iberis Capital é uma gestora portuguesa de private capital com mais de €600 milhões sob gestão e estratégias que incluem empresas estabelecidas em crescimento.

Perfil não reclamado. Não implica adesão ou disponibilidade confirmada.

Sobre a entidade

A Iberis Capital é uma gestora portuguesa de private equity e venture capital, fundada em 2017 por quatro sócios, com escritórios em Lisboa e no Porto. A entidade jurídica é a Iberis Semper, Sociedade de Capital de Risco, registada na CMVM. Divulga mais de 600 milhões de euros sob gestão e mais de 1.400 investidores, entre institucionais, empresas e particulares.

A gestora organiza a atividade em quatro áreas: crescimento e buyout, venture capital, investimentos de rendimento e investimentos sustentáveis. Para um empresário que pondera vender ou abrir o capital, a área de crescimento e buyout, e em particular o fundo Greytech III, é a mais diretamente relevante.

Estrutura e evolução

A Iberis é detida a 100% pelos sócios, que decidem de forma colegial, com um voto por sócio e sem direitos especiais. Nenhum investidor representa mais de 10% dos ativos sob gestão, e os sócios investem em todos os fundos geridos. A página institucional mostra a evolução dos ativos sob gestão: 40 milhões de euros em 2018, 200 milhões em 2020, 425 milhões em 2022 e 570 milhões em 2023. Mais de 90% desse valor está nos fundos principais de crescimento, buyout e inovação.

Estes números descrevem a gestora no seu conjunto. Não indicam capital livre para um negócio concreto nem o montante que pode ser aplicado numa única empresa.

Crescimento e buyout

Nesta área, a Iberis descreve uma abordagem orientada por acontecimentos na vida da empresa: sucessão, reorganização acionista, projetos de crescimento que precisam de financiamento e venda de ativos. As estruturas mencionadas incluem capital de crescimento, financiamento mezzanine e compras de participações minoritárias ou maioritárias, ajustadas a cada caso.

A criação de valor é descrita através do aumento ou melhor utilização da capacidade, do reforço da equipa executiva, do controlo financeiro e do governo societário, de melhorias operacionais como gestão da força de vendas e produtividade, de sinergias e parcerias e de aquisições complementares.

O fundo Greytech III

O Greytech III dá continuidade à estratégia dos Greytech I e II e está indicado como aberto a subscrição. Dirige-se a PME portuguesas estabelecidas do segmento médio, com EBITDA entre 2 e 10 milhões de euros, preferencialmente em setores transacionáveis com potencial de crescimento, como indústria e tecnologia. A gestora procura empresas com geração de caixa sólida ou ativos relevantes, que permitam estruturas com proteção contra perdas, e apoia as participadas na organização de processos de gestão e de governo.

Os instrumentos referidos são participações minoritárias ou maioritárias através de capital, capital preferencial ou instrumentos híbridos entre dívida e capital, com retorno preferencial. O fundo prevê seis a oito investimentos, dez anos de vida e cinco de período de investimento. A página apresenta duas referências de ticket que não coincidem, de 10 a 15 milhões de euros de capital e de 3 a 12 milhões por empresa, pelo que o intervalo aplicável deve ser confirmado diretamente. O fundo é ainda apresentado como elegível para o programa de autorização de residência por investimento, o que diz respeito a quem subscreve o fundo e não às empresas.

Carteira de crescimento e buyout

A carteira atual publicada inclui a Carmo Wood (soluções de madeira para agricultura, construção e lazer), a Amazing Food (grupo de restauração com oito estabelecimentos no Norte), a Litofish (transformação de pescado), a G3 Go Green Gas (gás natural e biometano para veículos), o Metal Group, que junta a Cubotónic e a Precisão Laser (transformação de chapa metálica), a Aquitex (químicos para as indústrias têxtil e cerâmica) e a Campotec (frutas e legumes, com produção em Portugal e no Brasil).

Entre as participações já vendidas constam a Albano Alves, a Cunha Soares, a Sanindusa, a LBT, a EQS e a Viatel. A Autoridade da Concorrência publicou em novembro de 2025 a notificação da aquisição de controlo conjunto da Dualedgee e subsidiárias pela Iberis Semper e pela Crest Capital Partners; a nota consultada não descreve a atividade da empresa. No conjunto, a carteira mostra presença forte em indústria, alimentação e serviços.

Venture capital e outras estratégias

Em venture capital, a Iberis financia empresas tecnológicas em várias fases, de pre-seed a rondas avançadas. A carteira publicada inclui, entre outras, Feedzai, Sword Health, Codacy, Unbabel, Tekever, D-Orbit e Probely. Esta área serve sobretudo empresas de base tecnológica em crescimento rápido, e não a venda de PME maduras. A gestora tem ainda fundos de pensões, investimentos sustentáveis, onde se inclui o fundo Greentech II, e investimentos de rendimento.

A equipa

Os sócios identificados são Luís Quaresma, Diogo Chalbert, João Henriques e David Pinheiro. Filipa Choon é CFO. A equipa inclui vários associates e analistas, funções de finanças, compliance e gestão de risco, relação com investidores, liderada por Salvador Leite Castro, e comunicação, liderada por Margarida Peixoto. Segundo a gestora, sócios e equipa trabalham em exclusividade para a Iberis.

Preparar uma apresentação para a Iberis Capital

Para o Greytech III, o primeiro filtro é o EBITDA. Convém apresentar os últimos três exercícios, com EBITDA calculado de forma comparável e separado de rendimentos não recorrentes, e mostrar a conversão em caixa. Como a estratégia valoriza proteção contra perdas, ajuda descrever ativos, carteira de clientes e previsibilidade das receitas.

O empresário deve explicar o acontecimento que motiva a operação: sucessão, saída de um sócio, plano de crescimento ou venda de uma atividade. Deve também dizer se pretende vender a maioria, ceder uma minoria ou aceitar um instrumento híbrido, e que papel quer ter depois da entrada do fundo.

Perguntas úteis: se o Greytech III já está a investir, que ticket se aplica, como funcionam na prática o retorno preferencial e os instrumentos híbridos, e qual o horizonte de saída. A disponibilidade para novas operações não é pública.

Fontes

Fonte pública

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Fonte consultada em

2026-10-14

Fonte complementar

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