Growth Partners Capital
Private Equity · Disponibilidade atual não confirmada
A Growth Partners Capital é uma gestora ibérica de growth private equity que investe em PME e mid-caps com equipas fortes, histórico operacional e financeiro sólido e planos claros de crescimento ou internacionalização.
Perfil não reclamado. Não implica adesão ou disponibilidade confirmada.
Sobre a entidade
A Growth Partners Capital é uma gestora ibérica de private equity com escritórios em Lisboa e Madrid. Gere fundos orientados para crescimento, inovação e internacionalização de PME e mid-caps portuguesas e ibéricas, com preferência por empresas com finanças sólidas, EBITDA positivo e um plano claro de expansão.
Os quatro fundos apresentados no website, Growth One, Growth Inov, Growth Iberia e Growth Blue, não partilham exatamente a mesma tese. Antes de uma apresentação, convém perceber qual deles corresponde à situação da empresa.
A gestora e a sua filosofia
A Growth Partners refere cerca de vinte anos de experiência de investimento, sobretudo em Espanha e Portugal, e uma equipa multidisciplinar baseada nos dois países. Indica mais de 200 milhões de euros de capital comprometido nos fundos sob gestão e mais de 290 investidores desde 2019. Estes valores descrevem a gestora, não o montante investido em cada empresa.
A filosofia divulgada é agnóstica quanto a setores. Procura negócios com modelo comprovado, equipa empreendedora forte, endividamento moderado e uma estratégia definida para acelerar o crescimento rentável. A gestora sublinha a combinação entre potencial de valorização e proteção contra perdas.
Growth One: crescimento e internacionalização
O Growth One é um fundo de capital de risco fechado, com prazo definido, regulado pela CMVM. Investe em capital e quase-capital de PME com elevado potencial e posiciona-se entre o capital de risco de fase avançada e o private equity. Prefere empresas com finanças sólidas, EBITDA positivo e estratégia operacional clara que precisem de financiamento para expansão, consolidação de mercado ou novos produtos. O fundo é cofinanciado pela IFD.
Por ser um fundo fechado com prazo definido, o Growth One entra no capital por um período limitado. Esta característica é comum aos fundos da gestora e tem uma consequência prática para o empresário: a entrada do investidor vem acompanhada de uma expectativa de saída, seja pela venda da participação a terceiros, seja por outra solução acordada entre acionistas.
A carteira publicada inclui a Timestamp International, de serviços de tecnologias de informação, a Saúde Atlântica, de cuidados ortopédicos no norte do país, a Freshlog, de logística refrigerada, a Terral Wind, de serviços para energia eólica, a GRT, de tecnologia para gestão de recursos humanos subcontratados, e a Argument Domain, de marketing digital.
Growth Iberia: o primeiro fundo ibérico
O Growth Iberia é um fundo europeu de capital de risco (EuVECA), regulado pela CMVM, e o primeiro da gestora que pode investir diretamente em empresas espanholas. Segue a estratégia do Growth One e pode adquirir capital, quase-capital e dívida. Os critérios publicados incluem presença consolidada no setor, rentabilidade sustentada, endividamento saudável, boa geração de caixa e potencial de crescimento orgânico ou por aquisições, incluindo expansão na Península Ibérica.
A página do fundo associa a estratégia a uma saída com avaliação que reflita a presença internacional conquistada. Entre as participadas indicadas estão a CAMPI&D, centro de investigação do Grupo Campicarn, a Sistemas Kern, de cacifos inteligentes para encomendas, e a ID Energy, de centrais solares.
Growth Inov: investigação e desenvolvimento
O Growth Inov é um fundo de capital de risco fechado dedicado a PME com atividade de investigação e desenvolvimento reconhecida pela ANI. Esteve associado ao incentivo fiscal SIFIDE II e o período de subscrição terminou em dezembro de 2021. A tese procura transformar projetos de I&D em estratégias de crescimento em mercados globais. As participadas indicadas incluem a Wecorp Industries, a Agile Content, a Wedrone e a Playvest.
O fim do período de subscrição não significa que o fundo tenha deixado de acompanhar as participadas, mas torna incerta a disponibilidade para novas entradas. Esse ponto deve ser confirmado.
Growth Blue: economia azul
O Growth Blue é um fundo de private equity fechado, enquadrado pelo Decreto-Lei n.º 27/2023 e regulado pela CMVM. O Fundo Europeu de Investimento é o investidor âncora, com cofinanciamento do Banco Português de Fomento e do programa InvestEU. Investe em PME e mid-caps da economia azul com finanças sólidas, equipas estruturadas e potencial de crescimento orgânico ou por aquisições.
É o fundo com regras de participação mais explícitas: prefere posições entre cerca de 40% e 60% do capital, procura um lugar no conselho de administração e investe em empresas sediadas na União Europeia, com pelo menos 85% em Portugal. A gestora indica que todos os investimentos promovem características ambientais e sociais, e que os subsetores e as exclusões constam de documentação pré-contratual própria.
Equipa identificada
A página de equipa apresenta Juan José Rodriguez-Navarro e José María Cantero como Managing Partners e Miguel Herédia como Partner, todos com assento no conselho. Gonçalo Freire e Francisco Dias Lopes surgem como Investment Directors, com o apoio de analistas e de funções financeiras e de compliance.
A presença de sócios espanhóis e portugueses na equipa reflete a dimensão ibérica da gestora. Para uma empresa portuguesa com ambição de entrar em Espanha, este conhecimento dos dois mercados pode ser um tema a explorar na conversa, sem presumir que cada fundo tenha a mesma capacidade de investimento nos dois países.
Preparar uma apresentação para a Growth Partners Capital
A primeira decisão é o veículo. Uma empresa rentável com plano de expansão ibérica aproxima-se do Growth One ou do Growth Iberia, enquanto uma empresa da economia azul deve olhar para o Growth Blue. A apresentação deve demonstrar EBITDA positivo, geração de caixa, nível de dívida e posição no setor, com contas de vários exercícios.
O plano de utilização do capital deve ser concreto: novos mercados, aquisições, capacidade ou produtos, com investimento e prazos. Como os fundos investem por um período limitado e preparam a saída, convém discutir desde cedo a percentagem de capital em causa, o papel futuro do fundador e o horizonte de saída. Valor por operação, preferência por controlo e disponibilidade atual devem ser confirmados diretamente.
Critérios de aquisição
Região de interesse
Portugal · Espanha
Fontes
Fonte pública
Consultar fonteFonte consultada em
2026-10-14
Fonte complementar
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