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Green One Capital

Private Equity · Disponibilidade atual não confirmada

Sociedade de investimento em private equity, Venture Capital e ativos alternativos, com origem em Portugal.

Perfil não reclamado. Não implica adesão ou disponibilidade confirmada.

Sobre a entidade

A Green One Capital é uma sociedade de capital de risco portuguesa, com a designação legal Green One Capital, SCR, S.A., que desenvolve atividade em private equity, Venture Capital e outros investimentos alternativos. Foi criada em 2016 com o nome Optime Investments e adotou a designação atual em 2021.

A sociedade apresenta-se como detida por investidores locais com experiência profissional internacional e descreve como missão desenvolver estas classes de investimento através de uma rede de investidores, geografias e parceiros. Para um empresário, a característica mais importante é a organização por fundos temáticos, cada um com política e prazo próprios.

Setores de interesse

As áreas nucleares divulgadas são o clima e a transição energética, a hotelaria e o turismo, o imobiliário e a transformação digital. A sociedade associa a sua abordagem a uma análise financeira rigorosa, à avaliação dos fundamentos de cada projeto e a uma política de critérios ambientais, sociais e de governo societário.

Esta lista de setores não equivale a uma tese de compra de PME em qualquer atividade. O que interessa a um proprietário é saber se existe um fundo cuja política abranja o seu setor e se esse fundo ainda tem capacidade de investimento.

Uma gestora organizada por fundos

A página de fundos apresenta vários veículos portugueses, a maioria descrita como investindo em empresas com elevado potencial de crescimento num setor específico. O Tejo Solar Future III dirige-se a energias renováveis, o Sharing Education II à educação, o Golden Leisure a oportunidades de turismo de gama alta no Alentejo, o Premium Investments Portugal a empresas de hotelaria e lazer e o Hospitality Expansion à hotelaria e turismo.

Há também veículos com objetos menos habituais, como o VerdiArt, ligado ao setor artístico, e o Legacy, ligado a automóveis clássicos e desportivos. Outros fundos, como o Golden Venture, o Tejo Ventures e o Portugal Gateway, são descritos de forma genérica como investindo em empresas com elevado potencial de crescimento, sem setor especificado na página consultada.

Os montantes mínimos de subscrição publicados, de 50 mil ou 100 mil euros conforme o fundo, dizem respeito a quem investe nos fundos e não ao valor que a sociedade aplica numa empresa. A informação pública consultada não indica ticket por operação nem critérios de faturação ou EBITDA para as empresas investidas.

Capital e dívida: o caso do Golden Prosperity

Nem todos os veículos investem em capital. O Golden Prosperity é descrito como investindo em obrigações convertíveis e obrigações de empresas não cotadas. Para um empresário, isto significa que a relação com a Green One Capital pode, em certos casos, assumir a forma de financiamento por dívida ou de instrumento convertível, e não de venda de ações.

A diferença tem consequências práticas. Uma obrigação convertível pode dar ao investidor a possibilidade de se tornar acionista em determinadas condições, enquanto uma obrigação simples implica reembolso e juros. Quem procura vender a empresa deve perceber cedo se o veículo em causa compra participações ou se apenas financia.

Prazos e calendário dos veículos

Cada fundo tem um prazo de duração e uma data-limite de subscrição publicados. Vários prazos de subscrição indicados no website já terminaram e outros terminam entre o final de 2026 e 2027, enquanto as durações dos fundos terminam, conforme o veículo, entre 2031 e 2036. Estes elementos ajudam a perceber em que fase está cada veículo.

Um fundo perto do fim do período de investimento pode ter pouca capacidade para novas operações, e um fundo com prazo definido terá de sair das participações até ao seu termo. Para um empresário que pretende manter uma participação depois da entrada do investidor, o horizonte de saída do fundo é uma informação relevante a confirmar.

Equipa identificada publicamente

A página de equipa apresenta Pedro Oliveira Cardoso como Chief Executive Officer e José Morgado como membro executivo do conselho de administração. Laura Nascimento, José Maria Leal da Costa e Tiago Dominguez surgem como gestores de fundos, e Frederico Antão como responsável pela avaliação de empresas. A equipa inclui ainda analistas de investimento e funções de operações e conformidade.

O que não está publicado

O website não identifica empresas participadas pelos fundos nem casos concretos de investimento. Também não indica morada de escritório, valor total sob gestão, tipo de participação habitual ou forma de envolvimento na gestão das empresas. A ausência de carteira pública dificulta avaliar como a sociedade acompanha os investimentos na prática, pelo que esse ponto deve ser esclarecido diretamente.

Preparar uma apresentação para a Green One Capital

O primeiro passo é identificar o fundo cuja política corresponde ao setor da empresa. Uma empresa de energia renovável, uma unidade hoteleira no Alentejo ou um projeto de educação terão interlocutores e condições diferentes, e uma apresentação genérica dificulta esse encaminhamento.

A apresentação deve explicar o modelo de negócio, os resultados históricos, os investimentos previstos e a utilização pretendida do capital. Em hotelaria e imobiliário, convém separar a operação dos imóveis, indicando propriedade, contratos de exploração e licenças. Em energia, devem ser descritos o estado de licenciamento, a ligação à rede e os contratos de venda de energia, quando existam.

Por fim, o proprietário deve perguntar se o veículo investe em capital ou em dívida, que percentagem pretende deter, qual o prazo de permanência previsto e se o fundo ainda tem capacidade para novos investimentos. Nenhum destes pontos é fixado pela informação pública, e a disponibilidade atual é desconhecida.

Critérios de aquisição

Setores procurados

Outros · Turismo · Tecnologia

Região de interesse

Portugal

Fontes

Fonte pública

Consultar fonte

Fonte consultada em

2026-10-14

Quer compreender este modelo de aquisição? Como funciona o private equity em Portugal?