← Voltar ao diretório

Fortitude Capital

Private Equity · Disponibilidade atual não confirmada

Sociedade portuguesa de investimento alternativo com participações em empresas ibéricas e fundos de situações especiais.

Perfil não reclamado. Não implica adesão ou disponibilidade confirmada.

Sobre a entidade

A Fortitude Capital é uma sociedade de capital de risco sediada em Lisboa, criada em 2022, que se apresenta como gestora de investimento alternativo e acionista ativa de empresas ibéricas. Indica estar autorizada e supervisionada pela CMVM como gestora de fundos de investimento alternativo. Divulga quatro fundos, dois de situações especiais e dois de hotelaria, e uma carteira com empresas de indústria, agricultura, saúde, alojamento, consumo e infraestrutura digital.

A dimensão das operações publicadas é um dado central para quem pondera apresentar-lhe uma empresa. O fundo em captação indica um ticket de referência de 35 milhões de euros por investimento, o que coloca a gestora num segmento acima da maioria das PME.

Origem e acionistas

A Fortitude foi cofundada por três acionistas: António Esteves, o BTG Pactual e a Atrium. António Esteves é apresentado como CEO e sócio fundador, com percurso anterior como sócio da Goldman Sachs e diretor na Merrill Lynch. O BTG Pactual é descrito como o maior banco de investimento da América Latina e assumiu um compromisso direto no primeiro fundo. A Atrium é uma gestora de ativos portuguesa independente que também desempenha a função de depositário dos fundos. Os três acionistas investem igualmente nos fundos da Fortitude.

A gestora afirma querer oferecer private equity de qualidade institucional à escala ibérica e refere a capacidade de participar em operações de 500 milhões a mil milhões de euros em conjunto com coinvestidores, apoiada na capacidade de investimento do BTG Pactual e numa rede internacional. Este valor descreve o limite superior com parceiros, não o tamanho típico de uma participação.

Os fundos divulgados

O Portugal Special Situations Fund I foi lançado em maio de 2023, tem 155 milhões de euros, duração de oito anos e está fechado. A página do fundo indica tickets de 15 a 20 milhões de euros, mandato multissetorial e investimento sobretudo em Portugal, com flexibilidade de setores e instrumentos.

O Portugal Special Situations Fund II está em fase de captação. Dá continuidade ao primeiro, tem uma dimensão-alvo entre 300 e 400 milhões de euros, duração de oito anos, mandato multissetorial e ticket de referência de 35 milhões de euros. Os outros dois veículos, The Gaia Fund e The Oitavos Fund, são fundos de hotelaria já fechados, com duração de sete e oito anos, respetivamente.

Nas páginas consultadas, a expressão situações especiais descreve um mandato amplo de capital flexível e não aparece associada a critérios de reestruturação ou insolvência. Quem tenha uma empresa em dificuldade financeira deve confirmar se esse tipo de operação cabe na estratégia.

Setores e carteira

A Fortitude declara não estar presa a um setor e refere interesse em negócios com potencial de transformação em áreas como agroalimentar, logística, flex-living e infraestruturas críticas. A carteira do primeiro fundo inclui a Iberol (esmagamento de oleaginosas e biodiesel), a Ttops (projeto agrícola de tangerinas sem sementes com cerca de 400 hectares), a Uhub II (residências de estudantes), a Senior Club (comunidades para seniores ativos), The Oitavos (hotel na Quinta da Marinha, em Cascais, adquirido com o BTG Pactual), a BioPortugal (distribuição de diagnóstico in vitro em Portugal e Espanha), a Oakberry Southern Europe (joint venture para expandir a marca de açaí em Portugal, Espanha e Itália) e o Hermes (campus de centro de dados em Sines).

A carteira junta empresas em funcionamento, projetos de raiz e ativos imobiliários com operação. O traço comum é a dimensão e a presença de um operador ou parceiro de referência, não um setor único.

Como a gestora diz trabalhar

Os princípios publicados são quatro: abordagem multissetorial, conhecimento local com preferência por parceiros que sejam o melhor operador do respetivo setor, gestão ativa da participação e análise de valor centrada na proteção contra perdas. A Fortitude afirma não depender de engenharia financeira nem de expansão de múltiplos, e procurar valor através de melhorias operacionais, reposicionamento estratégico e rede de contactos, em trabalho próximo com a gestão.

O processo é descrito em sete fases: originação através de redes próprias, análise de dados, due diligence externa, estruturação com alinhamento de incentivos, decisão em comité de investimento, acompanhamento com presença no conselho e indicadores, e saída planeada desde o primeiro dia. A gestora é signatária dos Princípios para o Investimento Responsável das Nações Unidas e integra critérios ambientais, sociais e de governo no processo de investimento.

Equipa

O website mostra uma equipa executiva e um conselho consultivo com 14 nomes e refere mais de 20 profissionais com percursos em private equity, banca de investimento, gestão operacional e consultoria estratégica. A página de equipa consultada não associa funções a cada nome, com exceção de António Esteves, identificado na apresentação institucional. Para saber quem acompanharia uma operação concreta, é necessário perguntar.

Que empresas podem ter encaixe

Pelos tickets divulgados, o encaixe natural são empresas ou projetos de dimensão média a grande, capazes de absorver dezenas de milhões de euros de capital. Uma PME pequena, com necessidade de capital muito inferior, dificilmente corresponde ao tamanho de operação que os fundos descrevem. Podem existir exceções, mas não são públicas.

O tipo de transação também não está fixado. O website não define se a Fortitude prefere maioria ou minoria, compra de ações ou aumento de capital. A carteira inclui joint ventures e aquisições com outros parceiros, o que indica estruturas variadas.

Preparar uma apresentação para a Fortitude Capital

Antes do contacto, convém confirmar se a operação tem uma ordem de grandeza compatível com o fundo em captação. A apresentação deve mostrar a posição da empresa no seu mercado, a qualidade da equipa de gestão, o histórico financeiro e o que muda com o capital: capacidade, expansão ibérica, consolidação ou reposicionamento.

Como a gestora valoriza a proteção contra perdas, ajuda apresentar ativos, contratos de longo prazo, diversificação de clientes e geração de caixa. Como a saída é planeada desde a entrada, o vendedor deve saber se pretende sair na totalidade ou manter uma participação até esse momento.

Perguntas a fazer: se o Portugal Special Situations Fund II já está a investir, que dimensão mínima é considerada, se são aceites operações em Espanha e que papel é esperado do empresário depois da entrada. A disponibilidade para novas operações não é pública.

Critérios de aquisição

Região de interesse

Portugal · Espanha

Fontes

Fonte pública

Consultar fonte

Fonte consultada em

2026-10-14

Quer compreender este modelo de aquisição? Como funciona o private equity em Portugal?