Eaglestone Capital Partners
Private Equity · Disponibilidade atual não confirmada
Sociedade de capital de risco do Grupo Eaglestone com estratégias de investimento na Europa e em África.
Perfil não reclamado. Não implica adesão ou disponibilidade confirmada.
Sobre a entidade
A Eaglestone Capital Partners é a sociedade de capital de risco do Grupo Eaglestone, registada na CMVM desde 9 de fevereiro de 2023. A estratégia divulgada combina reestruturação, recuperação e apoio ao crescimento de empresas em setores com potencial, e apresenta Portugal como base para investimento de private equity dirigido à Europa e a África.
Para um empresário português, a entidade interessa sobretudo por duas razões: a ligação a um grupo financeiro com experiência longa em infraestruturas, energia e mercados africanos, e uma tese que inclui empresas em reestruturação e não apenas negócios em expansão. Os fundos que a página apresenta, porém, estavam em fase de angariação de capital à data da consulta.
O Grupo Eaglestone
Segundo a página institucional, o grupo foi fundado em dezembro de 2011 com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de empresas e projetos de infraestruturas, sobretudo na África Subsariana. Os fundadores são Pedro Neto e Nuno Gil, que trabalhavam juntos desde o início dos anos 2000, quando Pedro Neto liderava a área de project finance do Espírito Santo Investment.
O grupo atua em assessoria financeira e de projetos, mercados de capitais e gestão de ativos, com escritórios em Amesterdão, Cidade do Cabo, Joanesburgo, Lisboa, Londres, Luanda e Maputo e mais de 30 colaboradores. Tem entidades reguladas no Reino Unido, em Angola e em Portugal. Entre as operações destacadas pelo grupo estão a primeira fase da linha de alta velocidade Lisboa-Porto e parques eólicos na África do Sul, o que mostra um perfil muito ligado a infraestruturas e energia.
A gestão de ativos e a sociedade portuguesa
Na área de gestão de ativos, o grupo descreve como atividade a estruturação, constituição e gestão de fundos de investimento, com foco em Portugal e na África lusófona. Ao lado da sociedade portuguesa existe uma gestora angolana, aprovada pelo regulador local em 2018, e o grupo refere a intenção de permitir coinvestimento em fundos geridos pelas duas entidades.
A Eaglestone Capital Partners tem três objetivos públicos: oferecer produtos de diversificação em classes de ativos que considera historicamente resilientes, investir na reestruturação, recuperação e crescimento de empresas, e posicionar Portugal como plataforma de private equity para a Europa e para África.
Os fundos apresentados
A página da sociedade lista três veículos, todos em angariação de capital à data da consulta. O Moon Capital, Women Empowerment Fund, é um fundo de capital de risco fechado. O Infrapower I Europe e o Infrapower I Africa são fundos de investimento alternativo fechados. A página não detalha o mandato de cada fundo, a sua dimensão nem critérios de investimento.
Os nomes e o histórico do grupo apontam para infraestruturas, energia e, no caso do Moon Capital, para uma temática de capacitação feminina, mas esses mandatos devem ser confirmados nos documentos de cada fundo. Um fundo em angariação pode ainda não ter capital disponível para investir, o que influencia o calendário de qualquer operação.
Histórico apresentado pela equipa
A página refere um histórico que inclui a ES Concessões, veículo de private equity que geria ativos de infraestruturas e concessões do Grupo Espírito Santo, como o Hospital de Loures e a Empark, e a Ascendi, parceria entre a Mota-Engil e o Grupo Espírito Santo em concessões rodoviárias. Menciona também club deals imobiliários, sobretudo em Angola e Moçambique, e projetos como o Mercado da Ribeira e o Hotel Valverde, em Lisboa.
Este histórico deve ser lido como experiência da equipa e não como carteira atual dos fundos da sociedade. Mostra familiaridade com ativos de grande dimensão, concessões e imobiliário, o que é diferente de uma carteira de PME.
A equipa
A página da Eaglestone Capital Partners identifica Pedro Neto como presidente, CEO e sócio fundador, Nuno Gil como administrador, sócio fundador e responsável pela assessoria a nível global, Ana Sá Ribeiro como administradora executiva e CFO, Francisco de Mendonça Tavares como administrador executivo e responsável jurídico, e Pedro Maria Neto como administrador. Vasco Vilela surge como diretor e Teresa Guardone como analista. A entidade refere mais de 75 anos de experiência acumulada em finanças.
Reestruturação e recuperação: o que significa para um vendedor
A referência expressa a reestruturação e recuperação distingue a Eaglestone de investidores que só procuram empresas com crescimento estável. Para um proprietário com uma empresa sob pressão financeira, com dívida elevada ou com necessidade de reorganização, esta tese pode ser relevante. Ainda assim, a entidade não publica que tipo de situações aceita, que dimensão de empresa procura nem se privilegia maioria ou minoria do capital.
Numa empresa em dificuldade, a transparência sobre a origem dos problemas é essencial. Dívida, credores principais, contingências, contratos em risco e o plano de recuperação proposto devem estar claros antes da primeira reunião.
O que não está publicado
A informação consultada não divulga ticket, ativos sob gestão, carteira atual dos fundos, setores excluídos nem a proporção entre investimento em Portugal, no resto da Europa e em África. A existência de fundos em angariação não confirma capital disponível nem interesse numa empresa concreta.
Preparar uma apresentação para a Eaglestone Capital Partners
A apresentação deve dizer logo se a empresa procura capital para crescer, para se reestruturar ou para enfrentar uma situação de recuperação, e se tem ligação a infraestruturas, energia ou mercados africanos, onde o grupo concentra experiência. Convém incluir atividade, números dos últimos anos, dívida, necessidade de capital e o objetivo do proprietário.
Na primeira conversa vale a pena perguntar qual dos fundos analisaria a oportunidade, se esse fundo já concluiu a angariação, que participação costuma procurar e como seria o envolvimento da equipa na gestão.
Critérios de aquisição
Região de interesse
Portugal
Fontes
Fonte pública
Consultar fonteFonte consultada em
2026-10-14
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