Celtis Venture Partners
Private Equity · Disponibilidade atual não confirmada
Sociedade de capital de risco focada no crescimento de pequenas e médias empresas.
Perfil não reclamado. Não implica adesão ou disponibilidade confirmada.
Sobre a entidade
A Celtis Venture Partners, SCR, S.A. é uma sociedade de capital de risco fundada em 2015, registada e regulada pela CMVM. Apresenta como missão ajudar pequenas e médias empresas a crescer, combinando investimento com integração de tecnologia. O trabalho com as participadas inclui diversificação de atividades, alargamento da oferta de produtos, revisão do modelo de negócio e profissionalização das equipas de gestão.
O website mostra vários fundos com perfis distintos, desde um veículo ligado à inteligência artificial até um fundo de natureza conservadora. Para um empresário, a primeira tarefa é perceber qual destes veículos poderia ser relevante para a sua empresa.
Uma gestora orientada para PME
A Celtis descreve a sua equipa como independente e com mais de trinta anos de experiência acumulada. Refere que os sócios aplicam parte do seu património nos fundos que gerem, o que pretende alinhar interesses com os investidores. Os valores destacados são empreendedorismo e inovação, integridade e confiança, e impacto social e sustentabilidade.
O website não identifica setores de atividade preferenciais. A ênfase está na dimensão das empresas, pequenas e médias, e no potencial de crescimento através de tecnologia e melhor gestão.
Os fundos apresentados
A página inicial lista quatro veículos. O PME Capital Growth, com 120 milhões de euros, surge como fechado. O Insight, com 15 milhões de euros, tem a subscrição encerrada. O Container e o Indexed aparecem com 50 milhões de euros cada e abertos à subscrição, sendo ambos apresentados como elegíveis para o regime de autorização de residência para investimento.
Estes montantes referem-se ao capital dos fundos. Não indicam quanto está por investir nem quanto poderia ser aplicado numa empresa em particular.
O Container e a inteligência artificial
O Container é apresentado como dedicado exclusivamente a PME. O objetivo divulgado é ajudar empresas a entrar em novos mercados, aumentar a produtividade e melhorar a rentabilidade, com integração de inteligência artificial nos processos produtivos. Pode investir em capital ou em dívida, em empresas de diferentes mercados, e indica preferência por participações maioritárias que assegurem controlo efetivo.
A página do fundo indica um investimento até 1,5 milhões de euros por empresa. Refere ainda uma parceria com a DataMentors, especializada em dados e inteligência artificial, e um conselho executivo com especialistas em tecnologia com passagem por grandes empresas, entre os quais Eliano Marques, Errol Koolmeister, David Blackwell e Liam Goddard.
Para um proprietário, a preferência por maioria tem consequências práticas. Uma operação deste tipo tende a implicar a cedência do controlo, pelo que a função futura do fundador e o calendário de transição devem ser discutidos desde o início.
O Indexed e o perfil conservador
O Indexed é descrito como um fundo diversificado, orientado para crescimento estável de longo prazo. A estratégia passa por aplicar capital em empresas cujos títulos tenham suporte em ativos, com instrumentos como obrigações, ações e mercadorias, procurando limitar perdas de valor. Pode tomar posições de capital ou de dívida.
Nas participadas, a Celtis indica apoiar a gestão financeira e de tesouraria e a profissionalização das equipas. O website não detalha critérios de seleção adicionais, como setores ou dimensão mínima.
O que a Celtis diz procurar
Na página institucional, a gestora afirma procurar conceitos de negócio inovadores liderados por empreendedores experientes e persistentes. Menciona as fases seed e pós-seed, com extensão até ao scale-up, e valoriza um caminho claro para a rentabilidade, capacidade de escalar, equipas equilibradas, fontes de receita bem definidas e eficiência de custos.
Esta linguagem, próxima do capital de risco em fases iniciais, convive com fundos dirigidos a PME estabelecidas. A leitura correta é que os critérios variam por veículo e devem ser confirmados para o fundo que estiver a investir.
Acompanhamento das participadas
Depois do investimento, a Celtis descreve trabalho próximo com a liderança das empresas em várias frentes: identificação de oportunidades de mercado, aumento de vendas e alargamento da base de clientes, apoio financeiro e de gestão para tornar a operação mais eficiente, e criação de sistemas de reporte e controlo para acompanhar resultados e riscos. Refere também acesso a um conselho de especialistas para orientação estratégica.
Na prática, uma empresa participada deve estar preparada para produzir informação de gestão regular e para trabalhar com interlocutores externos nas decisões relevantes.
Equipa identificada no website
A página institucional apresenta João Baptista e Inês Cunha e Silva como sócios, Miguel Alpendre como presidente executivo, Carlos Pontes Lopes como diretor financeiro e Mark Gomes como diretor de operações.
Preparar uma apresentação para a Celtis
Convém começar por identificar o veículo. Uma empresa industrial ou de serviços com margem para ganhar produtividade através de dados e automação aproxima-se mais da tese do Container. Uma empresa com base de ativos relevante poderá justificar uma pergunta sobre o Indexed. Em qualquer caso, o enquadramento deve ser confirmado com a gestora.
A apresentação deve indicar o montante pretendido e a sua aplicação, tendo presente o limite publicado para o Container. Deve incluir contas dos últimos exercícios, estrutura acionista, principais clientes e processos onde a tecnologia poderia ter impacto mensurável. O proprietário deve ainda definir se aceita perder o controlo e que papel pretende manter. Esta ficha não representa a Celtis nem confirma disponibilidade para investir.
Fontes
Fonte pública
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2026-10-14
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