ADMAR SCR
Private Equity · Disponibilidade atual não confirmada
A ADMAR SCR é uma sociedade portuguesa de capital de risco, nascida de um family office e hoje também gestora de fundos de terceiros. Investe em projetos e empresas com potencial, com acompanhamento ativo e uma abordagem multissetorial.
Perfil não reclamado. Não implica adesão ou disponibilidade confirmada.
Sobre a entidade
A ADMAR SCR é uma sociedade gestora portuguesa de fundos de capital de risco, fundada em 2020, que apresenta atividade tanto em empresas como em projetos imobiliários. Referências de imprensa associam a sua origem ao património de uma família empresarial, mas a sociedade funciona hoje como gestora de fundos com investidores terceiros. O website comunica investimento em vários setores, acompanhamento ativo das participadas e uma carteira em que o imobiliário tem um peso visível ao lado de empresas operacionais.
Para um empresário que pondera vender ou abrir o capital, a ADMAR deve ser lida como uma gestora com vários veículos, cada um com objetivo próprio, e não como um comprador com um mandato único. Identificar o fundo onde uma oportunidade poderia caber é o primeiro passo para uma conversa útil.
Origem e identidade
A apresentação institucional descreve a ADMAR como gestora de fundos de capital de risco e de fundos com componente imobiliária, dedicada a estruturar veículos que acelerem negócios e projetos com potencial de retorno elevado. O website identifica como liderança Pedro Carvalho de Almeida, José Luis Pinto Basto, Lourenço Carvalho de Almeida e João Cota Dias.
Uma notícia da Forbes Portugal de junho de 2023 referia que o primeiro fundo, o Admar FCR, tinha 50 milhões de euros totalmente subscritos e investidos, e que o novo Golden Estate FCR contava com 100 milhões de euros e 16 investidores de várias nacionalidades. Estes números são da data da notícia e não indicam o capital hoje disponível para novas operações.
Os três fundos apresentados
A página de fundos lista três veículos de capital de risco fechados. O ADMAR FCRF é descrito como o fundo principal, com participações estratégicas em empresas de elevado potencial de crescimento e uma carteira diversificada; aparece como fechado a novas subscrições. O Golden Estate FCRF, constituído em 2022, tem foco imobiliário em Portugal, com objetivos de criação de valor e preservação de capital, e também aparece fechado a subscrições.
O terceiro veículo, H2 Health and Hospitality FCRF, foi constituído em 2025 e é temático: saúde e turismo, com uma tese de consolidação e excelência operacional. À data da consulta, surgia como aberto a subscrições. Esta indicação refere-se à entrada de investidores no fundo, e não confirma por si só disponibilidade para investir numa empresa concreta.
Para um proprietário de uma clínica, de uma unidade hoteleira ou de um negócio ligado a estas áreas, o H2 é o veículo cuja tese pública mais se aproxima. Para outros setores, a ligação a um fundo específico precisa de ser confirmada com a gestora.
Uma carteira com forte componente imobiliária
A página de portefólio lista dezenas de projetos imobiliários, sobretudo em Cascais, Lisboa e na costa alentejana e algarvia, com usos residenciais, turísticos, de escritórios e de comércio. Entre os projetos em curso surgem referências como Tróia Eco Resort, Encosta do Lago na Quinta do Lago e um retail park na Charneca da Caparica. Entre os marcados como vendidos aparecem a sede da WPP em Lisboa, a Central do Freixo no Porto e o Palácio do Patriarcado.
O website não indica a que fundo pertence cada projeto. Esta carteira mostra experiência em promoção e desenvolvimento imobiliário, mas não deve ser usada para deduzir critérios de investimento em empresas operacionais.
Empresas operacionais na carteira
Além do imobiliário, o portefólio identifica participações em indústria, energia, saúde, hospitalidade, software, logística e media. Constam, entre outras, a Conserveira do Sul em Olhão, a Sidefarma no setor farmacêutico, a Lota da Esquina em restauração e eventos, a ShaperBuddy em software para fábricas de pranchas de surf e o Observador na comunicação social. Em energia, surgem projetos solares de autoconsumo em Portugal e na Polónia e a Kuikila em Moçambique.
O Hospital Internacional dos Açores aparece como participação vendida. A diversidade de setores confirma a abordagem multissetorial comunicada pela gestora, embora não permita concluir que qualquer setor seja elegível em qualquer momento.
Equipa e governação
Na página de equipa, o conselho de administração é composto por Pedro de Almeida, como presidente, e por Lourenço de Almeida e João Cota Dias, como administradores. Diogo Perestrelo surge como presidente da mesa da assembleia geral. Na área de investimento aparecem Francisco Avillez, gestor de fundos e responsável pela relação com investidores, Nuno Nunes, gestor de fundos, e Sérgio Pires, gestor de investimento. A equipa inclui ainda responsáveis de compliance e controlo interno, finanças e fiscalidade.
A gestora sublinha governação, cumprimento regulamentar e transparência na relação entre investidores qualificados e empreendedores. Publica uma política de sustentabilidade e declarações ao abrigo do regulamento europeu de divulgação de informação sobre sustentabilidade, além de um canal de denúncias e de uma política de tratamento de reclamações.
Como descreve o acompanhamento das participadas
A ADMAR afirma aportar capital estratégico e apoio operacional à gestão e ao crescimento das empresas, e refere uma equipa que acompanha a evolução das participadas e procura sinergias entre elas. Para um vendedor, isto sugere um investidor que espera proximidade e informação regular, e que pode ligar a empresa a outros negócios da carteira.
O website não publica regras sobre lugares no conselho de administração, maioria ou minoria de capital, permanência do fundador ou prazo de investimento. Estes temas dependem do fundo e da operação e devem ser discutidos desde o início.
O que não está publicado
Não estão divulgados um ticket por operação, mínimos de faturação ou EBITDA, percentagem de capital preferida nem setores excluídos. Os montantes dos fundos citados na imprensa não equivalem a um valor reservado para cada empresa. A disponibilidade atual da gestora para novas oportunidades também não é conhecida.
Preparar uma apresentação para a ADMAR SCR
Uma primeira abordagem deve indicar logo a que tese a empresa se liga: saúde ou turismo, no caso do H2, ou outra área a confirmar com a gestora. Convém separar o negócio operacional dos imóveis que utiliza, porque a ADMAR tem experiência nas duas frentes e a estrutura da proposta muda conforme o que está em causa.
A síntese inicial deve incluir atividade, equipa, faturação, EBITDA, dívida, necessidades de investimento e o objetivo do proprietário: venda total, venda parcial ou entrada de capital para crescer. Perguntas úteis para a primeira conversa são qual o fundo que analisaria a oportunidade, se esse fundo ainda está em período de investimento, que participação costuma procurar e como se organiza o acompanhamento depois da entrada.
Critérios de aquisição
Região de interesse
Portugal
Fontes
Fonte pública
Consultar fonteFonte consultada em
2026-10-14
Fonte complementar
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